quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

E assim me começo...

Nasci, cresci, vivi. Aprendi, aos trancos e barrancos, o que me fazia bem, o que não me apetecia. Tive uma infância recheada de livros, família e algumas expectativas a cumprir. As relações de aceitação no final do ensino fundamental me fizeram acordar indisposta vários dias para ir a escola, não sabia o que fazer. Sobrevivi. Continuei minha história e a levei para o colegial. O ensino conteudista me transtornava, não havia sentido, ligações, em nada. Mas queria acreditar que um dia tudo aquilo me serviria para alguma coisa. Preencher as inscrições para os vestibulares foi um momento difícil. Qual carreira escolher? Por que caminhos seguir? E se eu não gostasse? Poderia desistir?Acabei optando por três cursos distintos: pedagogia, psicologia e ecologia. Achei que as notas no vestibular se encaminhariam de fazer o processo seletivo de qual faculdade iniciar. Quanto engano. Vi meu nome escrito na lista de aprovados das três instituições. Era eu quem deveria decidir. Corri atrás de profissionais das áreas pretendidas. Conversei, perguntei, refleti. E lá fui eu receber o trote das veteranas do curso de pedagogia da Unicamp. Por muito tempo me questionei se havia feito a escolha certa. Se aquelas aulas iriam melhorar ou se estavam fadadas a continuar daquela forma maçante até o final da graduação. Enquanto me perguntava, conheci, desconheci e redescobri pessoas, amigos, relações, professores. Me afeiçoei, cativei, busquei. E mesmo naquele caminho de incertezas, sabia que era feliz. O que faltava realmente era uma identificação maior com o curso. Algo que me ligasse, alguma coisa que reunisse toda aquela teoria e a tornasse una. E foi na escola que me achei. Parecia sonho... mas acredito que tudo aquilo foi real. As marcas, as cartas, as flores, as brigas, discussões, toda a minha falta de paciência... foram de verdade. Um ano de estágio em uma sala de 1º ano da rede municipal de ensino... Muitas experiências, aprendizados e uma vontade crescente de aprender e ensinar. Vi que podia ser importante, exemplo, modelo, caminho, instrumento... para uma criança, duas, uma classe. Entendi também que não conseguiria dar atenção a todas elas. Que havia ciúmes, intrigas, uma necessidade gritante de desenvolver autonomia e respeito. Descobri na teoria e na prática a função de narrar, a importância de se contar, de ouvir. Queria passar muita coisa que vivi para aqueles alunos. Minhas paixões por livros, escrita e relações eram cada vez mais explícitas em meu diálogo... E enfim me vejo com um blog em parceria com a Dani, um projeto de TCC, um orientador, mil idéias e alguns caminhos a trilhar...
"esse é só o começo do fim de nossas vidas"
- Los Hermanos

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